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02/07/2008

Brasil e EUA assinaram acordo que libera o tráfego aéreo entre os dois países

Os Estados Unidos e o Brasil assinaram acordo em Washington no dia 27 de junho, que permite o aumento do número de vôos semanais entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é de que o acordo possibilite o aumento em até 50% do número de vôos entre os dois países. A partir de agora, qualquer companhia aérea brasileira poderá voar para os Estados Unidos e vice-versa.

Até a assinatura do acordo, o número de empresas habilitadas (de cada país) era restrito a quatro. Além disso, o número de vôos semanais permitidos entre os dois países, que era limitado a 105, subiu para 154 (para cada país). A previsão é de que os vôos aumentem progressivamente até 2012.
 
Inicialmente o acordo beneficiará principalmente as empresas aéreas americanas, que já utilizam a cota de 105 vôos semanais. Já as companhias brasileiras não utilizam nem a metade do limite, uma vez que somente a TAM realiza vôos regulares para os EUA (35 vôos semanais). Até o final deste ano, a TAM passará a operar 49 vôos semanais, com novos vôos diários do Rio de Janeiro para Nova York e Miami.

Linhas aéreas americanas também poderão voar para cinco outros aeroportos brasileiros, além de São Paulo e Rio de Janeiro. Já estão confirmados Fortaleza e Curitiba, os outros aeroportos que estão bem cotados são Salvador, Brasília e Manaus. Os aeroportos são escolhidos pelas empresas aéreas em função do potencial turístico apresentado em suas respectivas cidades e regiões.

A tendência é de que o acordo estimule o aumento da concorrência entre as companhias aéreas e reduza os preços das passagens. No Brasil, com mais companhias operando no nordeste, espera-se a intensificação do turismo. O acordo permite, igualmente, que companhias aéreas de outros países voem entre os Estados Unidos e o Brasil por meio de acordos de compartilhamento de assentos (code-share), mas com restrições.

Finalmente, o transporte de cargas será ampliado de 24 vôos semanais permitidos para 35, imediatamente, e para 42 em 2010. Além disso, o número de vôos charter de carga pode ser elevado de 750 para 1.000, imediatamente e para 1.250 em 2010. Empresas americanas de carga poderão prestar serviços porta-a-porta no Brasil.

Na negociação com o Departamento de Estado Americano, participaram, além da ANAC, a Embratur, o Itamaraty e representantes das empresas aéreas brasileiras.

       

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