13/03/2009
Brasil aluga e importa temporariamente equipamentos ociosos no exterior a fim de driblar déficit de insumos nacionais e manter projetos
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), projeto lançado pelo governo federal brasileiro em janeiro de 2007, com o objetivo de promover diversas ações de infra-estrutura logística, energética, social e urbana em todo o país, enfrentam dificuldades face à escassez na oferta de máquinas e equipamentos pesados.
Desde o lançamento do PAC, o aumento dos investimentos públicos e privados nos setores de construção civil, mineração, siderurgia, petróleo e agronegócio são significativos e apresentam demanda crescente na compra de novas máquinas de ponta, necessárias à realização das obras.
Para se ter uma idéia, a demanda de equipamentos como guindastes, caminhões pesados rodoviários e fora-de-estrada cresceu 40% em 2007 e esse número poderia ter sido bem maior se não houvesse tanta demora na entrega de pedidos. O setor aproveitou a fase otimista anterior à crise e em 2008 as vendas de máquinas para construção civil cresceram 53%, o que representou a movimentação de mais de R$ 5,25 bilhões. Apesar da crise financeira internacional, a previsão da queda no volume de vendas de máquinas pesadas no Brasil é de apenas 1,1% em 2009.
O mercado de máquinas para a construção nunca esteve tão aquecido. Contudo, o mercado enfrenta escassez de equipamentos em escala mundial, já que poucas são as empresas especializadas na produção de equipamentos pesados. O crescimento do consumo global superou as previsões mais otimistas tanto de fornecedores de matérias-primas e insumos quanto de fabricantes, que atualmente não conseguem atender a todos os pedidos e com a falta de oferta, o Brasil tem absorvido equipamentos “parados” em outros mercados, como Estados Unidos e Europa.
Importados ou não, a fila de espera para aquisição de equipamentos é de seis meses a um ano, o que tem causado atrasos e obrigado empresas brasileiras a recorrer ao aluguel de equipamentos e à importação temporária de equipamentos momentaneamente ociosos no exterior empregados na construção civil.
Em razão disso, empresas instaladas no Brasil tem buscado no exterior, máquinas em regime de admissão temporária para construção de obras de grande porte. Faltam escavadeiras, moto niveladoras, guindastes, tratores de esteira, caminhões de fora de estrada, retro escavadeiras e minicarregadeiras. Outro problema é a falta de mão-de-obra especializada no mercado.
A fim de impulsionar o setor, o governo planeja lançar um plano de redução impostos. Embora ainda não confirmada, a medida em estudo tem como objetivo cortar imposto sobre produtos industrializados (IPI) incidente sobre material de construção e sobre a fabricação de máquinas. É possível também que o governo lance um pacote de estímulo à construção civil também não confirmado.
A STTAS nos Estados Unidos e sua filial no Brasil podem oferecer suporte à sua empresa neste tipo de operação, como em contratos de aluguel, importação e exportação temporária de materiais pesados destinados à obras no Brasil. A fim de obter mais informações, entre em contato com um de nossos consultores.
