18/08/2009
EUA aumenta alíquota na importação de pneus provenientes da China.
O presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu por aumentar as tarifas na importação de pneus da China. A tarifa será de 35% no primeiro ano, 30% o segundo ano e 25% o terceiro ano, e produzirá efeitos a partir de 26 de setembro.
A decisão sinaliza a primeira vez que os Estados Unidos invoca uma cláusula de salvaguarda especial que fazia parte de seu acordo para apoiar a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001.
Nos termos desta cláusula de salvaguarda, as companhias americanas ou dos trabalhadores prejudicados pelas importações da China podem pedir proteção ao governo simplesmente demonstrando que os produtores americanos têm sofrido uma perturbação do mercado "ou um" surto "de importações da China.
O Sindicato dos Metalúrgicos requereu a medida com respaldo em Lei do Congresso norte-americano datada do ano de 2000 que permitia o aumento de tarifas e outras proteções tarifárias caso a importação chinesa prejudicasse a indústria americana.
Esta decisão é considerada uma vitória do sindicato dos metalúrgicos e veio para amparar a enferma indústria de pneus norte-americana, o crescente desemprego do setor, e protegê-la do aumento do volume de pneus importados da China, que triplicou nos últimos 05 anos.
O governo Chinês e seus fabricantes de pneus, assim como os importadores de pneus norte-americanos e alguns produtores de pneus com fábricas no exterior não se conformaram com a medida imposta.
A Associação da Indústria de Pneus opôs-se às tarifas, alegando que eles não vão preservar os empregos americanos, mas em vez disso, causarão aos fabricantes o deslocamento das fábricas para outros países onde eles possam produzir pneus com menor custo.
Chen Deming. Ministro do Comércio Chinês apresentou queixa contra os Estados Unidos na OMC e descreveu a medida como uma violação as suas regras, justificando que o governo chinês vai continuar a defender os legítimos interesses da indústria doméstica da China e que tem o direito de tomar as medidas correspondentes.
Líderes das maiores economias do mundo estão organizando um encontro em Pittsburgh, USA, na segunda quinzena de Setembro, para discutirem uma maior cooperação no comércio internacional. A China será uma grande presença na reunião, e os Estados Unidos estarão ansiosos para mostrar que apóiam o livre comércio.
A medida de “Salvaguarda” que expira em 04 anos nunca foi usada para proteger trabalhadores norte-americanos de importações chinesas, o que pode prejudicar as relações comerciais entre os dois países.
A STTAS acompanhará as decisões sobre o caso e está à disposição para demais esclarecimentos.
