24/07/2008
Brasil e Uruguai assinaram novo Acordo Automotivo
O ultimo acordo assinado entre Brasil e Uruguai prevê uma cota anual de exportação de 6,5 mil veículos do Brasil para o Uruguai e de 20 mil veículos do Uruguai para o Brasil, sem o pagamento do Imposto de Importação. O acordo entrou em vigor no dia 1º. de julho terá validade de seis anos.
Essas cotas já estavam previstas no acordo anterior, entretanto, até então, faltava ao Uruguai uma montadora. A partir de agora, com a instalação da montadora chinesa Chery no Uruguai, o Brasil deve receber, só neste ano de 2008, 1,5 mil veículos da marca Tigo produzidos no Uruguai. Somente essas vendas aumentarão em US$ 22,5 milhões as exportações uruguaias para o Brasil.
A previsão é de que a Chery uruguaia tenha capacidade de produção de 20 mil por ano. Ressalta-se que as cotas uruguaias valem para veículos que tenham conteúdo regional (peças produzidas no Mercosul) inferior a 60%. Acima desse porcentual, as cotas de exportação de veículos do Uruguai para o Brasil não se aplicam.
O Acordo também prevê o aumento gradual das cotas de exportação de veículos blindados do Uruguai para o Brasil. Neste ano, será permitida a entrada no Brasil de 600 blindados sem o pagamento do Imposto de Importação, o que representa cerca de US$ 30 milhões em exportações uruguaias para o Brasil. Até o final da vigência do acordo, espera-se que a cota anual atinja 1,2 mil veículos.
O aumento da cota de exportação brasileira poderá ser revista ao longo da execução do acordo e será proporcional ao aumento das exportações do Uruguai para o Brasil. As montadoras brasileiras que mais exportarem para o Uruguai receberão maior cota.
O acordo automotivo tem como objetivo reduzir as assimetrias de comércio entre Brasil e Uruguai. Segundo fontes do Mdic, o Brasil espera voltar a importar US$ 1 bilhão do Uruguai, como o fazia no final da década de 1990. De janeiro a maio de 2008, as importações brasileiras do país vizinho somaram US$ 400 milhões.
Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar investimentos para produção de autopeças no Uruguai. O Brasil importa, por ano, US$ 10 bilhões em autopeças, e apenas US$ 1 bilhão vem de países do Mercosul, principalmente da Argentina.
